02/07/2003 Eu me solidarizo com os vossos sentimentos e indignação pela forma como foram tratados. Acho um absurdo que alguns tentem tirar proveito dessa situação. A ANA, também nessa linha, está estruturando um sistema para a bacia do Paraíba do Sul no intuito de trabalhar na prevenção e nos alertas de acidentes que interfiram na qualidade das águias da bacia. A proposta é fraca, serão gastos R$ 520.000,00, deverá, por uns 3 a 4 dias render bons dividendos na mídia regional e até nacional, mas não apresentará resultados práticos. O que a ANA propõe jamais evitará outro acidente semelhante ao ocorrido em Cataguazes. De nada adianta monitorar diariamente a pluviometria, fluviometria e qualidade (Temperatura, OD, Condutividade e pH) no nos de grande porte se os órgãos ambientais de cada estado não tiverem um trabalho efetivo de prevenção de acidentes nas principais fontes potenciais de poluição. Quando for detectado em qualquer das 21 estações alterações significativas de alguns desses parâmetros, só nos restará chorar o leite derramado como ocorreu em Cataguazes. Quando uma massa de poluentes atingir um grande curso de água, nada mais poderá ser feito. Permito-me aqui, fazer uma crítica ao CEIVAP, que nesse episódio não soube agir como comitê de bacias, ficou meio perdido no assunto e, embora sem recursos buscou acompanhar o andamento das providências pós-acidente, mas deixou de desempenhar as suas funções de órgão deliberativo e integrador. O CEIVAP é um órgão deliberativo, não executivo, portanto, a ele caberia reunir os órgãos estaduais responsáveis pelo licenciamento, fiscalização e controle ambiental de cada estado, conhecer o seu trabalho e exigir uma postura séria na política de controle ambiental. Com isso não quero dizer que não hajam posturas sérias, mas, como o próprio artigo abaixo deixa claro, nem todos são sérios. Nós do CBH-PS estamos tentando fazer a nossa parte
e, para tanto, estaremos realizando nos próximos dias 31 de julho
e 1 de agosto o Workshop Regional “Perspectivas para Ações
Integradas em Projetos Ambientais para Proteção e Recuperação
dos Recursos Hídricos”, cujo objetivo será conhecer
e integrar as ações dos diversos órgãos (estaduais,
municipais e privados) na consecução dos nossos objetivos,
inclusive com a assinatura de protocolos de intenção entre
os órgãos do sistema.
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