| Dia 16/04/2003 Contribuindo para a clareza dos fatos que envolvem a contaminação
das águas dos rios Pomba e Paraíba do Sul, O Diário
divulga uma nota técnica com a assinatura de 11 autoridades liberando
a água de Campos para o consumo humano. A constatação
é que o produto está dentro dos padrões. Mas a
população, geralmente usada co-mo massa de manobra, ainda
desconfia da qualidade, porque, até então, desconhece
o laudo definitivo. A população dos municípios
afetados aos poucos está se tranqüilizando. Félix
Santana, diretor da Cataguazes Papel que estava preso em Campos, foi
libertado ontem, com um parecer do desembargador Paul Erik, do Tribunal
Regional Federal. O juiz Marcelo Luzio, que determinou a prisão
de Félix, espera que agora ele possa agilizar o ressarcimento
pelos danos causados pela empresa. A Defesa Civil mantém cerca de 50 homens do Corpo de Bombeiros nas cidades afetadas, para ajudar no abastecimento e dar informações sobre os perigos de contaminação e monitorar o deslocamento da mancha que já atinge o litoral do Espírito Santo. O cadastramento dos pescadores prejudicados pelo vazamento vem sendo feito nos destacamentos do Corpo de Bombeiros de Santo Antônio de Pádua, de Itaocara, que atende as cidades de Aperibé e Cambuci, de Sâo Fidélis, que atende ainda Cardoso Moreira, de Campos e de Sâo João da Barra. Em São Francisco, o cadastramento é feito na colônia de pescadores. Água continua gerando polêmica Por conta disso, as pessoas que já estavam em dúvida quanto a usarem ou não a água do rio, distribuída pela concessionária Águas do Paraíba, estão agora vivendo uma incógnita. O assessor de comunicação da empresa, Adelfran Lacerda, informou que a água está totalmente des-comprometida de poluentes. “Desde sexta-feira, estamos garantindo água de boa qualidade na rede de distribuição da cidade”. O prefeito de São Fidélis, Davi Loureiro (PSB), disse que recebeu um comunicado, mas já adiantou que, embora não esteja se desfazendo da determinação judicial, não cabe a ele deliberar a captação da água em seu município, já que existe um órgão competente para isso. Loureiro disse a partir do momento que a Cedae liberou a captação para tratamento e consumo, ele seguiu à risca, porque confia e na determinação da governadora Rosinha Garotinho. “Não tenho poder de autorizar e nem desautori-zar a captação de água, porque a prefeitura não tem nada com isso. Sou grato ao estado pela condução e que foi feita à liberação”. Em Aperibé, o prefeito Alfredo Gomes Telles não pôde
comentar o assunto, porque está no Rio, mas o secretário
de Meio Ambiente, Rui Carlos Chaves, disse não ter conhecimento
de tal convocação e está cumprindo as normas do
estado.
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